Copyriot, Porto 2006

24 Abril 2006 Por Adriano Afonso

Após uma quebra para férias, caiu-me um trabalhito que mal tive tempo para “me coçar”, mas depois disso tirei uns diazitos para dar um pulito à invicta visitar o meu irmão, e aproveitei para me deslocar ao copyriot.

Mais uma vez cheguei atrasado, mas desta vez (como se alguma tivesse sido) não por minha culpa, mas pela incompatibilidade dos transportes em Portugal (Caldas da Rainha – Porto). Já não consegui chegar a tempo ao workshop de partilha de ficheiros, mas ainda pude levantar a questão sobre o que já aqui abordei aqui sobre o mp3 e a partilha destes. Achei curioso o consenso em todo este “bluf” ser apenas uma manipulação para obrigar à não partilha e à consequente compra de CD’s, como também ao “tiro no pé” que se está a dar, é que não é só por acaso que nunca se vendeu tanta música como agora, nunca se pagou tanto por excesso de downloads, nunca se apostou tanto num plano tecnológico. Quanto aos concertos, a chuva não ajudou em nada.

No sábado, a conversa sobre o “Centro de Media Independente” deixou bem clara a posição e a actividade em Portugal neste campo, mostrando a deficiência em voluntariado, mas a qualidade dos que ainda “trabalham por gosto à camisola”.

A conversa sobre o LTSP (Linux Transfer Server Project) mostrou as grandes vantagens das já tão conhecidas aplicações de GNU/Linux em thin clients, apresentado por um grupo Romeno a trabalhar em Portugal num projecto social, com alguns casos práticos de sucesso.

Metareciclagem, um termo que nunca tinha ouvido falar, criado no outro lado do Atlântico, mais propriamente no Brasil, não é só um conceito ambiental, mas um projecto social e de mobilização, permitindo aos menos beneficiados usufruírem de equipamentos informáticos a um preço muito reduzido, ou ás empresas poderem poupar em licenças proprietárias, podendo assim orientar os seus investimentos.

No domingo ainda tive a oportunidade de conhecer o Pedro Ângelo, um dos blogers do p* numa conversa sobre GNU/Linux, onde partilhamos ideias e interesses, e onde também me apresentou uma distro bastante interessante, orientada para as artes digitais (D.j. e V.j. por exe.), o dyne:bolic (agora Ubuntu Studio) que com certeza brevemente irei experimentar.

Obrigado ao pessoal da organização, João, Toni e Hugo!