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software livre

ENOS 2008

ENOS 2008O ENOS significa ‘Encontro Nacional de openSUSE’, um evento ao estilo do Barcamp que junta os utilizadores portugueses de openSUSE. Depois da edição com um sucesso que superou as nossas expectativas (minhas e do Carlos) aqui em Caldas da Rainha, este ano vai decorrer na Invicta, a bonita cidade do Porto, organizado pela openSUSE-pt e pelo PortoLinux.

Este ano o apoio que dei foi apenas o design do cartaz que vos deixo em ligação, e, se possível vou lá estar. Mais uma vez vinco o meu apoio a este tipo de eventos por serem dinamizadores e “colonizadores” do mundo GNU/Linux. É preciso principalmente apoiar todas as iniciativas de software livre e não ligar neste momento a “extremismos” inúteis relacionados com distribuições. É o cliente/utilizador que deve escolher, não nós, o nosso dever é dar a conhecer.

Falar e conversar num ambiente de amigos sobre o tema vai ser com certeza o ambiente que vão encontrar, aconselho a ida, especialmente nesta ainda silly season onde ainda grande parte de nós está de férias.

Todas as informações restantes podem ser consultadas no sítio do evento, as inscrições (livres) também podem ser enviadas pelo correio electrónico para eventos (at) opensusept (dot) org.

Alternativas do software livre aos monopólios digitais (Sexta)

Depois de ter dormido depressa em casa do Ruben Alves (sim a Scarlet é mesmo linda), fui tratar de mais umas coisitas, e à noite fui ao debate sobre o tema supra citado.

João Neves da ANSOL falou integrou os presentes sobre as 4 liberdades do software livre, explicou com bastante clareza as desvantagens dos monopólios de ideias e das patentes de software e modelos de negócio e das “desfuncionalidades” dos mecanismos anti copia, que sinceramente não servem para nada e só atrapalham.

Philippe Rivière, o jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do software livre SPIP, deixou-nos uma boa visão sobre todos os contras da propriedade intelectual (PI), e como é ridículo, por exemplo, os paises mais desenvolvidos taxarem os mais pobres pela PI. Um bom exemplo é o caso do ramo farmacêutico, os cientistas fazem um levantamento e reconhecimento das plantas dos paises subdesenvolvidos para depois registarem patentes sobre os fármacos desenvolvidos. Como não se deve só criticar, deixou algumas soluções apresentadas por outros autores e defendidas por ele.

Inês Pereira, socióloga, fez uma tese sobre o ambiente do software livre e ficou fascinada com este mundo, apontou alguns aspectos que divido em pontos: é uma alternativa à sociedade fechada; é um movimento social; é uma sociedade em rede; é uma agregação de movimentos em rede. Deixou claro que ainda não existe uma relação forte entre os diferentes movimentos sociais, mas afecta-os a todos. Destacou o facto de o discurso de defesa ainda é retórico e discursivo, e que se deve cingir mais à pratica (através de eventos como este na minha opinião)

Nuno Teles é economista e analisa o SL deste posto, destaco alguns pontos que achei interessantes na sua analise: o facto de não existir nem assalariado nem mercado produtor definidor de preço; o facto de ser desenvolvido por centenas/milhares e ser revisto é menos susceptível a “bugs”; peer production – desenvolvimento peer to peer; motivações intrínsecas.

No final ficou uma ideia, de ser necessario mais eventos/acções, mais esclarecimento, que cabe a cada A CADA UM DE NÓS trasmitir depois deste dia.

Alternativas do software livre aos monopólios digitais (Quinta)

Depois de uma aventura de carro pela capital, pois foi a primeira vez que me aventurei a vir para estas bandas com o meu “punto”, decidi que este não é definitivamente o meu mundo (não estou habituado a tanto semáforo). Como tinha algumas coisas a resolver por aqui, decidi ficar dois dias e aproveitei e dei um pulo à Fábrica Braço de Prata à conferencia Alternativas do software livre aos monopólios digitais.

Na quinta, foi a apresentação do SPIP pelo Philippe Rivière – jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do software livre SPIP – um CMS orientado para a publicação de textos, (parecido com blogger e wordpress) mas com uma interface e uma gestão espectacular.

É realmente muito bom comparado com outros sistema de publicação, pois este é especificamente orientado para o mundo jornalístico, é divisível em varias secções, permite gestão de versões (se duas pessoas estiverem a alterar o mesmo artigos, ambas são guardadas), permite uma completa gestão de edição de artigos (proposto, revisto, aprovado e publicado por ex.) personalizável, entre muitas outras funcionalidades que podem ser inseridas, como por exemplo “onload automatic forms”, o clica e edita, na própria página de visualização.

Deixo aqui uma personalização que pode ser usada, integrando skins xhtml e php com SPIP:

<BOUCLE_artigos (ARTICLES) {par date} {inverse} {0,10}>

<h1>#TITRE</h1>

<div>#INTRODUCTION</div>

<a href=”#URL_ARTICLE”>ler o artigo</a>

</BOUCLE_artigos>

Sim, porque o projecto é francês, o (pseudo) código “a lá” wiki também o é, no entanto é fácil e simples de entender. É sem duvida um CMS que vou experimentar mais tarde.

Conversa sobre Software Livre na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

software livre nas escolasFui convidado pela minha antiga Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro para fazer uma apresentação/conversa sobre software livre (SL) a uma plateia de jovens estudantes e alguns professores. A ideia principal seria trespassar quais as principais vantagens do uso do SL na educação e consecutivamente nas escolas.

Embora conheça, viva e use SL, não sou profundamente um conhecedor de toda a panóplia de conceitos, termos e licenças que envolvem toda a área, mas, tendo consciência disso, porque não usar os fundamentos colaborativos e pedir ajuda a quem sabe? Foi exactamente o que fiz, abri o Thunderbird e mandei alguns correios electrónicos a pedir ajuda, informação, ligações e ideias.

O resultado não podia ser melhor, não só fiz uma apresentação com uma visão abrangente, como pude responder a algumas questões mais pertinentes, e obviamente pude provar que toda esta estrutura funciona tão bem como é divulgada, provando à assistência que o efeito colaborativo realmente existe. É completamente diferente falar de uma coisa superficialmente ou ter um exemplo prático.

Sem dúvida que me fundamentei no projecto Escolas Livres para poder falar sobre as vantagens deste no ensino, razões como a diversidade, interoperabilidade, pedagogia (poder analisar o código com que se trabalha), comunidade, legalidade, preço, qualidade e segurança e longevidade já são por si muito fortes.

Também abordei o projecto Orca e a Metareciclagem que tocam na integração social, o primeiro sem dúvida por permitir aos invisuais trabalhar com grande parte do SL e o segundo, um expoente máximo de integração e info-inclusão dos brasileiros menos abastados, principalmente nas escolas.

O meu objectivo não é nem nunca foi de obrigar a plateia a passar de um dia para o outro a usar todo o SL disponível, incluindo mudar de Sistema Operativo, como fizeram algumas “inteligências” do estado Português, mas sim deixar o “bichinho” de experimentar, utilizar e gradualmente mudar.

Deixo a apresentação que fala em traços gerais sobre software livre e proprietário, algumas licenças de ambos, e algumas plataformas e sistemas em que o SL é usado.

Aberto a criticas e sugestões, pois espero não ser a última que faço em escolas para alunos e professores.

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