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software livre

Manual Aberto TIC e LibreOffice – O Projecto

A Internet trouxe-nos a possibilidade de podermos partilhar informação como nunca antes foi possível com outros meios. O crescimento das redes sociais e de plataformas como o Youtube e Flickr são exemplos disso.

Mas a abertura e partilha de informações, conteúdos, materiais e sobretudo de espírito chega-nos nos finais do século passado pelas mãos de Richard Stallman com um movimento que tem ganho cada vez adeptos. Os resultados deste movimento está hoje bem presente nos servidores da Internet, no software que utilizamos, nos telemóveis que usamos, etc., com o chamado software livre.

A importação destes conceitos de contributo para um bem comum, partilha de conteúdos, a possibilidade de criar de um projecto que pudesse ser acedido por todos independentemente do seu estatuto social, fez-me levar este projecto para a frente.

A génese deste projecto provém da necessidade transversal dos formadores muitas vezes serem obrigados a criar manuais para os seus módulos. Muitos formadores não dispõem do tempo livre desejado. Criar um manual de raiz implica um gasto de tempo, tempo esse que a nível pessoal entende-se que deveria ser dedicado ao próprio e à família.

A necessidade de criar um manual para um curso de TIC (apesar de ser actualmente um dos mais requisitados, até há bem pouco tempo carecia de conteúdos de qualidade e de rigor científico) levou à criação de um projecto de formação que usou como ferramenta Office o OpenOffice.org. No decorrer da construção do manual sentiu-se a necessidade (igual a muitos formadores) de procurar recursos pela Internet. Para OpenOffice.org existem alguns recursos (mesmo que em Português do Brasil), mas para TIC, são escassos, difusos e alguns, sinceramente, com alguma falta de qualidade.

O manual criado inclui então uma primeira parte que aborda a temática do software livre, uma segunda que foca os conceitos iniciais de TIC e por fim a terceira que orienta o formando/estudante na utilização da ferramenta OpenOffice.org.

A associação para a qual foi desenvolvido este projecto dispõe de poucos recursos financeiros (para licenças) e como partilha também da mesma filosofia, tornou fácil a sua implementação e a disponibilização do manual numa licença creative commons.

A utilização deste tipo de licença e a difusão por alguns meios de comunicação chamou a atenção de amigos e colegas de profissão e, quando houve a necessidade de desenvolver uma segunda versão do manual, foi-lhes pedida ajuda. Foi assim, com uma série de colaborações, que nasceu a 2ª edição do primeiro Manual Livre de TIC e OpenOffice.org, que é já um e-book com ISBN e tem o apoio da OpenOffice.org Portugal.

Enquanto marinava a sequência do projecto, a Oracle comprou a Sun Microsystems, o OpenOffice.org tornou-se uma bola de ping pong (passando agora para as mãos do projecto Apache), e a Open Document Foundation decidiu criar o LibreOffice que neste momento tem o apoio das maiores e mais importantes entidades do software livre.

Porque os nossos Professores e Formadores continuam com falta de recursos em ferramentas Office livres (para sua própria aprendizagem), porque não existe nenhum recurso actualmente de LibreOffice em Português de Portugal, porque o Ministério da Educação continua a gastar milhões (que não temos) em licenças Microsoft, porque é necessário um manual TIC com qualidade e que se possa partilhar, o objectivo é continuar o projecto, melhorá-lo e partilhá-lo com toda a comunidade lectiva e formativa.

Desta forma convida-se a comunidade formativa e docente a envolver-se neste projecto que vai ser apresentado por Adriano Afonso (mentor do projecto) na LibreOffice Conference em Paris, no dia 14 de Outubro com o título: “Portuguese IT and LibreOffice Open Manual“. Este projecto de momento conta já com o apoio da Novell Portugal, do Instituto Superior de Ciências Educativas, da Associação Ensino Livre e também do Portal Forma-te.

Portugal+Microsoft=Espionagem GostNet

Anti-Microsoft

Anti-Microsoft

Este é um post que sem dúvida já ando para escrever há muito tempo. Este é também um post de agradecimento aos nossos políticos dos últimos mandatos por terem “vendido” a sua alma (e a nossa, é claro) a gigantes monopolistas em vez de terem dado ouvidos ao povo, aos profissionais da informática e aos especialistas de segurança portugueses dignos desse nome, os quais respeito e apoio, por estarem entre os melhores ao nível mundial.

Por favor percam um pouco da vossa vida singular a ler o relatório lançado pela Trusted Tecnologies, que embora o acho simples, elementar e reduzido, ilustra muito bem o panorama actual, não só dos sistemas informáticos dos organismos do nosso Estado, como também, não se esqueçam, provavelmente da empresa onde trabalham.

A aposta da “GostNet” em ataques maioritariamente às tecnologias na empresa de Redmond, é, claro está, a insegurança a si aliada, e tantas vezes discutida. Para ajudar, à boa moda portuguesa, a segurança é assegurada pelo “filho do tio que até sabe umas coisas de computadores lá da empresa”. Quanto aos profissionais e responsáveis pela  informática do Estado, não discuto, mas ou se aplica a mesma regra, ou adormeceram durante muito tempo, tempo demais até.

Viva o Magalhães

Viva o Magalhães

Como é que isto aconteceu?

  • Ora bem, questionem primeiro o que é que o senhor Steve Balmer veio cá fazer a 3 de Outubro de 2008, notícia que podem ver no jornal Sol.
  • Depois podem perguntar também aos nosso governantes como é que conseguimos gastar mais em licenças Microsoft que em ambulâncias, vasta comprovar aqui (já vos fiz a pesquisa e tudo)!
  • Podem também perguntar, como é que um portátil minúsculo chamado de Magalhães desenhado para trabalhar com sistemas operativos simples e básicos, ganha a instalação de um sistema operativo que é lento, cheio de vírus e spyware, e que coloca metade das crianças deste país a braços com problemas que nem eles nem os professores sabem resolver? (sim, esquecem-se que os professores não são técnicos de informática). Já agora, Hugo Chaves que adquiriu o nosso portátil Magalhães descarta completamente Microsoft e instala o seu próprio sistema operativo Linux desenvolvido na Venezuela. E nós, que temos Linux Caixa Magica? Está instalado mas não os vejo a usar…
  • Poucas notícias tenho ouvido sobre o Linius, projecto desenvolvido em Portugal que supostamente iria dotar o Ministério da Justiça com sistemas baseados em ambiente Unix e formatos de documentos normalizados. A última notícia é de 2006 assim como a sua última distribuição.
  • Não seguimos, de todo, a tendências europeias de migração para ambientes de software livre e formatos standard, como tão bem defende o meu amigo e deputado Bruno Dias junto com a sua equipa no Software Livre no Parlamento (cuidado, é um DOC :-) ), o qual recebeu e com todo o mérito um dos  prémios ESOP.

Para voz dar um bom exemplo do que está a acontecer, o estado de  Massachusets e a Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Malásia, Holanda, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela aderiram ao ODF que já aqui referi varias vezes no meu blog. Além disso, aderiram ao ODF dois departamentos espanhóis, dois na Índia, um na Argentina, um na China e o Estado do Paraná.

Vamos continuar? Ou vamos mudar de uma vez por todas?

Eu já comecei….

Encontro Nacional de openSUSE 2009

Pelo terceiro ano consecutivo, toda a comunidade portuguesa de openSUSE reúne-se num só espaço com o intuito de dinamizar o projecto openSUSE em Portugal.

O ENOS 2009 (acrónimo para “Encontro Nacional de openSUSE 2009″), organizado pela comunidade portuguesa de openSUSE e pela Associação de Informática de Castelo Branco, decorrerá na magnífica cidade de Castelo Branco, Sábado 26 de Setembro, tendo como ponto de encontro o Instituto Português da Juventude de Castelo Branco pelas 10 horas.

O objectivo do ENOS é dar a oportunidade aos utilizadores portugueses de openSUSE de se juntarem assim como dar aos participantes uma visão introspectiva dos últimos desenvolvimentos do projecto openSUSE e estimulá-los a participarem na comunidade, tudo num ambiente bastante informal e aberto.

Para além do convívio, troca de ideias e discussões dos mais diversificados temas possíveis, também decorreram durante o dia apresentações e BoF’s tais como:

  • O projecto openSUSE desde à 365 dias (Carlos Gonçalves, openSUSE)
  • Integração de Open Source vs Software Proprietário (Engº João Batista, Novell Portugal)
  • Linux na pós-produção áudio (Ricardo Antunes, UrbanaFM)
  • BoF: Moonlight (Andreia Gaita)
  • BoF: Packaging com o Build Service (Carlos Gonçalves)

Também este ano será possível submeter-se aos exames de certificação LPI, através da empresa nacional DRI, Master Affiliate do LPI em Portugal, com um desconto de 50% nas certificações – os interessados deveram informar a organização com pelo menos 8 dias de antecedência da sua intenção.

Assim, convidam-se todas as comunidades, associações e instituições, empresas e individuais a participarem.

Embora o encontro seja totalmente livre, agradece-se o registo na página do evento ou por email para eventos () opensusept () org por forma a ter uma ideia do número expectável de participantes.

Para informação mais detalhada, queira por favor consultar a página oficial do evento em http://pt.opensuse.org/Eventos/ENOS

Com os melhores cumprimentos,
A organização do ENOS 2009

Formação Empreendedorismo na ANJAF

ANJAF

ANJAF

Neste momento estou a dar uma formação de um modulo de informática a 10 mulheres na ANJAF (Associação nacional de jovens para a acção familiar), uma associação com sede em Lisboa que tem como objectivos de intervenção , passo a citar, “a realização de actividades que contribuam para promover a integração sócio-profissional e o desenvolvimento sócio-cultural dos jovens em particular, e de todos os grupos expostos ou em situação de exclusão, com vista à promoção de coesão do tecido social.”

Contente em poder trabalhar com uma associação que preste este honroso tipo de serviços à sociedade Portuguesa, relembrando que já não é a primeira vez que o faço, fiquei ainda mais contente em poder rever com os órgãos parte do curso que me competia, que é essencialmente o de informática.

Sendo assim sugeri, que, já que falamos de empreendedorismo, porque não apostar em apenas software livre, já que se insere perfeitamente no domínio de trabalho da associação, justifiquei não só com exemplos do Brasil (onde é mais visível a dicotomia inclusão social-informática), a adopção de standards utilizados na união europeia (ODF e PDF), e claro a redução de custos em software por parte dos formandos, logo no inicio da sua actividade.

A aceitação foi imediata, provando a abertura quer da entidade, quer também por parte das formandas, perceberam e adoraram o conceito, abrindo-lhe até novos horizontes no que toca à compreensão do software. A adaptação, tem o seu tempo, mas está a ser rápida, para quem trabalhava com a suite da M$.

A experiência está a ser muito boa, neste momento estamos a trabalhar em OpenOffice, brevemente trabalharemos com Mozilla Firefox e Thunderbird, com a configuração da conta de correio electrónico e sincronização do calendário do Google, Komposer, e talvez demos um pulinho a GIMP.

Brevemente darei mais notícias sobre esta formação, a qual deveria ser um grande exemplo para todas as entidades formadoras, até para algumas empresas e entidades aqui de Caldas da Rainha.

mudanças simples

ubuntu

ubuntu

Ontem disseram-me uma coisa que me deixou espantado, e que serve de exemplo para muita gente. Uma amiga minha estava farta de ver o portátil a aquecer e a berrar que nem um tolo pela ventoinha, estava farta de ter problemas com virus e spyware, de vez em quando lá se instalava qualquer coisa que acabava com o resto, era a 4 vez que formatava o computador portátil este ano.

Instalou o ubuntu e os seus problemas acabaram, até aqui todos sabemos sabemos a história e concordamos, mas a frase dela matou definitivamente qualquer argumento, tão simples e tão prática:

Foi como trocar de telemóvel… Se todos trocamos uma vez e eles são todos diferentes, porque é que não trocamos também de sistema operativo?

Realmente, nunca pensei na coisa deste ponto de vista!

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