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Alternativas do software livre aos monopólios digitais (Sexta)

Depois de ter dormido depressa em casa do Ruben Alves (sim a Scarlet é mesmo linda), fui tratar de mais umas coisitas, e à noite fui ao debate sobre o tema supra citado.

João Neves da ANSOL falou integrou os presentes sobre as 4 liberdades do software livre, explicou com bastante clareza as desvantagens dos monopólios de ideias e das patentes de software e modelos de negócio e das “desfuncionalidades” dos mecanismos anti copia, que sinceramente não servem para nada e só atrapalham.

Philippe Rivière, o jornalista do Le Monde diplomatique e co-autor do software livre SPIP, deixou-nos uma boa visão sobre todos os contras da propriedade intelectual (PI), e como é ridículo, por exemplo, os paises mais desenvolvidos taxarem os mais pobres pela PI. Um bom exemplo é o caso do ramo farmacêutico, os cientistas fazem um levantamento e reconhecimento das plantas dos paises subdesenvolvidos para depois registarem patentes sobre os fármacos desenvolvidos. Como não se deve só criticar, deixou algumas soluções apresentadas por outros autores e defendidas por ele.

Inês Pereira, socióloga, fez uma tese sobre o ambiente do software livre e ficou fascinada com este mundo, apontou alguns aspectos que divido em pontos: é uma alternativa à sociedade fechada; é um movimento social; é uma sociedade em rede; é uma agregação de movimentos em rede. Deixou claro que ainda não existe uma relação forte entre os diferentes movimentos sociais, mas afecta-os a todos. Destacou o facto de o discurso de defesa ainda é retórico e discursivo, e que se deve cingir mais à pratica (através de eventos como este na minha opinião)

Nuno Teles é economista e analisa o SL deste posto, destaco alguns pontos que achei interessantes na sua analise: o facto de não existir nem assalariado nem mercado produtor definidor de preço; o facto de ser desenvolvido por centenas/milhares e ser revisto é menos susceptível a “bugs”; peer production – desenvolvimento peer to peer; motivações intrínsecas.

No final ficou uma ideia, de ser necessario mais eventos/acções, mais esclarecimento, que cabe a cada A CADA UM DE NÓS trasmitir depois deste dia.

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