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Antes e Depois!

Photoshop CS3 AcademicDepois de umas voltas pela minha cidade, e depois de ter dado umas voltas pela capital, parece que regressou mais uma vez ao fotógrafos nacionais a vontade de recuperar fotografia (talvez para tentar ganhar mais algum nesta época de crise).

Esta é uma das áreas que mais gosto e que dedico grande parte do meu tempo livre, já o faço a alguns anos e desenvolvi varias técnicas que me permitem obter (modéstia à parte) muita qualidade no meu trabalho. Para isto utilizo e sempre utilizei Adobe Photoshop, já sei que muitos me vão dizer que existe Gimp, pois, mas eu trabalho com o Photoshop desde o 2.5, e de momento é outro dos meus “ganha pão”. Para além disso o meu apoio ao open source é (memso) muito recente comparado com o anos que brinco em tal editor de imagem.

Tenho e tento sempre manter algumas directrizes quando faço este trabalho, porque para mim a qualidade é imperativa e inquestionável.

  • Digitalizar com o máximo de qualidade possível e trabalhar nessa resolução (obviamente com um bom scanner de 250 € para cima)
  • Manter o mais possível a realidade da fotografia original
  • Não adulterar aspectos da fotografia, como texturas, detalhes, cenografia, etc
  • Não adulterar a fisionomia dos fotografados
  • Se possível manter fundos originais
  • Quando necessário usar colagens, adapta-las para que pareçam o mais reais possível
  • Usar quando possível, alguém exterior (preferencialmente mulher pela sua sensibilidade aos pormenores) que nos ajude a comparar o antes e o depois (efeito de visão formatada)

Estas directrizes que sigo o mais à risca possível, reconhecidas mundialmente pelos técnicos que trabalham com Adobe Photoshop (e não só, como é óbvio) parecem não ser seguidas pelos nossos “amadores” de algumas lojas perdidas por Lisboa, Coimbra e Caldas da Rainha.

Até a minha mãe que não percebe nada do assunto consegue ver que são trabalhos de péssima qualidade, que pecam logo pela digitalização, ficando a ampliação pixelizada, o tratamento demasiado desfocado e o retoque… limito-me a dizer que no meu entender não existiu.

Senhores fotógrafos, por favor vejam quem contratam e não se aproveitem a extorquir dinheiro a senhoras com mais idade por aquela “porcaria”, tenham vergonha na cara!

Também não sou perfeito nem um mestre no assunto, mas já agora, aproveito e apresento-vos o meu último trabalho, que ganhou um bónus de coloração com a ajuda (a preto e branco como é que se adivinha as cores?) do cliente.

depois antes

Poder computacional aliado à competência

Um dos pontos que muitas vezes discuto é a competência do utilizador perante um sistema informático, isto é, até que ponto este aproveita em toda a sua plenitude o poder computacional do seu computador, do seu posto de trabalho, e até que ponto a sua rentabilidade é aumentada com base no pressuposto de ter um “monitor, rato e teclado” à sua frente.

Com frequência vejo clientes a comprar aos seus fornecedores máquinas poderosas porque apenas estes lhe dizem “tem que estar actualizado”, ou porque simplesmente o novo computador tem uma funcionalidade que depois acabam por nem usufruir. A questão fundamental é, para quê tanto processamento e investir em máquinas que até ainda estão actuais, quando a sua utilidade é estritamente trabalho de escritório, processamento de texto, folhas de calculo e correio electrónico.

Como não gosto de enviar críticas ao ar, gosto também de dar soluções, faço sempre entender ao cliente que deve sim ter uma máquina mais potente como Servidor (sendo este conceito também discutível, pois pode ser apenas um repositório de dados), para guardar sempre os seus dados mais importantes e fazer cópias de segurança.

Vejo à minha volta neste momento um frenesim danado em volta dos novos processadores intel Pentium D e os novos AMD 64 X2, as novas gráficas nVidia e ATi (agora AMD), as novas rams DDR2. Sim, a evolução tecnológica é necessária e está a ser feito um óptimo trabalho, mas será que o Pentium 4 lá do escritório precisa de mais para processar meia dúzia de textos?

Se estivermos a falar de portáteis, e se por acaso se vai comprar um novo, sem qualquer sombra de dúvida que acho que deve ser actual.

Num meio empresarial, até que ponto o poder da máquina é equivalente ás competências do utilizador comum de escritório? A resposta é simples, nem os sistemas estão configurados devidamente para o melhor desempenho, nem as necessidades do utilizador comum são elevadas ao ponto de esgotarem sequer 10% dos recursos das máquinas. Já vários estudos foram feitos e vem repetidamente em jornais que a informática e o poder computacional só é aproveitado na realidade a 10% a 20%.

Quero finalizar com um exemplo pessoal de racionalização tanto de custos, como de competência e poder computacional: já há vários anos que faço recuperação de fotografia como hobbie, e que afinal é a única coisa que “puxa” mais pelo sistema, aproveito e deixo o meu último trabalho que já mereceu alguns elogios, e que está patente na minha galeria (antes / depois). Ora, sempre tive um computador em segunda mão, até ao presente que ainda possuo, que foi comprado ás peças, mas novas. Para um AMD 2600+ e uma gráfica nVidia Ti4200 de 128Mb e 512 Ram, ainda não estou muito desactualizado, mas à minha volta já senti alguma pressão para mudar, mas confesso que me arrependo por metade em ter comprado novo, pois já estou provavelmente a precisar de um novo e não usufrui deste na sua totalidade. Bem, mas mesmo assim decidi apostar na saúde mas com cabeça. A compra de um monitor Dell 24” polegadas Wide permitiu-me trabalhar mais à vontade (em espaço, claro está) e retirar dois monitores CRT de 17” que me enchiam os olhos de radiação. De resto, pretendo manter a máquina até esta “poeira” intel D – AMD X2 – nVdia SLI – ATiAMD CrossFire baixar, e talvez aí adquirir um novo sistema (novo ou não) que corresponda às minhas necessidades, mas nunca em exageros.

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