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ODF

Portugal+Microsoft=Espionagem GostNet

Anti-Microsoft

Anti-Microsoft

Este é um post que sem dúvida já ando para escrever há muito tempo. Este é também um post de agradecimento aos nossos políticos dos últimos mandatos por terem “vendido” a sua alma (e a nossa, é claro) a gigantes monopolistas em vez de terem dado ouvidos ao povo, aos profissionais da informática e aos especialistas de segurança portugueses dignos desse nome, os quais respeito e apoio, por estarem entre os melhores ao nível mundial.

Por favor percam um pouco da vossa vida singular a ler o relatório lançado pela Trusted Tecnologies, que embora o acho simples, elementar e reduzido, ilustra muito bem o panorama actual, não só dos sistemas informáticos dos organismos do nosso Estado, como também, não se esqueçam, provavelmente da empresa onde trabalham.

A aposta da “GostNet” em ataques maioritariamente às tecnologias na empresa de Redmond, é, claro está, a insegurança a si aliada, e tantas vezes discutida. Para ajudar, à boa moda portuguesa, a segurança é assegurada pelo “filho do tio que até sabe umas coisas de computadores lá da empresa”. Quanto aos profissionais e responsáveis pela  informática do Estado, não discuto, mas ou se aplica a mesma regra, ou adormeceram durante muito tempo, tempo demais até.

Viva o Magalhães

Viva o Magalhães

Como é que isto aconteceu?

  • Ora bem, questionem primeiro o que é que o senhor Steve Balmer veio cá fazer a 3 de Outubro de 2008, notícia que podem ver no jornal Sol.
  • Depois podem perguntar também aos nosso governantes como é que conseguimos gastar mais em licenças Microsoft que em ambulâncias, vasta comprovar aqui (já vos fiz a pesquisa e tudo)!
  • Podem também perguntar, como é que um portátil minúsculo chamado de Magalhães desenhado para trabalhar com sistemas operativos simples e básicos, ganha a instalação de um sistema operativo que é lento, cheio de vírus e spyware, e que coloca metade das crianças deste país a braços com problemas que nem eles nem os professores sabem resolver? (sim, esquecem-se que os professores não são técnicos de informática). Já agora, Hugo Chaves que adquiriu o nosso portátil Magalhães descarta completamente Microsoft e instala o seu próprio sistema operativo Linux desenvolvido na Venezuela. E nós, que temos Linux Caixa Magica? Está instalado mas não os vejo a usar…
  • Poucas notícias tenho ouvido sobre o Linius, projecto desenvolvido em Portugal que supostamente iria dotar o Ministério da Justiça com sistemas baseados em ambiente Unix e formatos de documentos normalizados. A última notícia é de 2006 assim como a sua última distribuição.
  • Não seguimos, de todo, a tendências europeias de migração para ambientes de software livre e formatos standard, como tão bem defende o meu amigo e deputado Bruno Dias junto com a sua equipa no Software Livre no Parlamento (cuidado, é um DOC :-) ), o qual recebeu e com todo o mérito um dos  prémios ESOP.

Para voz dar um bom exemplo do que está a acontecer, o estado de  Massachusets e a Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Malásia, Holanda, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela aderiram ao ODF que já aqui referi varias vezes no meu blog. Além disso, aderiram ao ODF dois departamentos espanhóis, dois na Índia, um na Argentina, um na China e o Estado do Paraná.

Vamos continuar? Ou vamos mudar de uma vez por todas?

Eu já comecei….

Abrir um ODT em Microsoft Word (actualizado ago 2010)

odf-converter

[EDIT2] A Sun cancelou a disponibilização do plugin abaixo, e entretanto foi comprada pela Oracle.

Mas não desesperem, foi criando o projecto ODF Converter quem envolve a DIaLOGIKa, Sonata-Software, Microsoft, Novell, Clever Age, Aztecsoft que tem como objectivo a interoperabilidade entre sistemas. Assim foram desenvolvidos vários plugins para os vários pacotes Office da M$ que permitem uma melhor interoperabilidade com o ODF.

Por enquanto ainda não está disponível em Português (Portugal), mas isso não impede em nada a sua utilização. Descarreguem aqui a versão em Inglês que funciona na perfeição.

Convém ter tudo actualizado com os últimos service packs. Para mais informações e instruções, ver no próprio sítio do projecto.

Em ultimo caso, descarreguem e instalem a última versão do OpenOffice.org em Português, vão ver que não “custa” nada. Aproveitem e leiam o Manual de Tecnologias da Informação e Comunicação e OpenOffice.org 2ª edição por mim elaborado, em formato livre, e vão ver que ainda aprendem umas coisas.

[EDIT1] A Microsoft foi obrigada, depois da aprovação dos standards, a incluir nos seus pacotes o suporte a ODF. Como nós bem sabemos, ela nunca faz o que lhe mandam, apenas para o Office 2007 foi criado esse suporte junto com o SP2. Para além de fazer pouco, faz mal, e o standard foi mal implementado, portanto, se coisas estranhas acontecerem ao abrirem documentos, não se admirem e queixem-se à Microsoft, e esperem outra vez mais uns bons meses até o problema ser resolvido.

Já agora para quem é muito preguiçoso, ou então, para quem gosta de perder tempo em converter DOC’s em PDF’s com aplicações de terceiros, relembro que o Open Office trás nativamente a conversão para PDF em pouco mais de 3 segundos. E esta eim?

Aproveito também para dizer que hoje foi ante-estreia do Open Office 3.0 cá em Portugal, pelas 16:30 no auditório B104 do ISCTE. Se algum de voz lá esteve, podia-me dar um feedback por favor?

Para quem me pede ajuda e para os mais distraídos, a partir de hoje já não tem desculpa para não conseguirem abrir Standards (decentemente) em Micro$oft Word.

A Sun tem disponível já há algum tempo um plugin (para várias plataformas) para a Suite Office da Micro$oft. Assim pode abrir os formatos standard vindos do Open Office quer sejam eles odt’s, ods’s ou odp’s (dos que mais são usados).

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