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Software

Porque é que Portugal precisa de adoptar Software aberto/livre?

LibreOffice

Suite LibreOffice

A discussão entre software livre e software proprietário tem sido um jogo de monopólio disputado  entre vários peões, mas o que tem acontecido é que apenas um dos jogadores tem arrecadado o dinheiro. Portugal e os Portugueses, sem dúvida não é esse jogador.
Hoje estamos numa situação (económica) em que não nos podemos dar ao luxo de jogar “jogos de azar”, temos de mudar, e depressa, começando pela nossa mentalidade e pelas nossas opções.

Gostamos de importar conteúdos que tem tido bastante sucesso, gostamos de importar a melhor moda, mas não sabemos que os melhores sapatos do mundo são feitos aqui. Está na hora, de nós e o governo, importar também o que de muito bom se tem feito lá fora no diz respeito ás tecnologias de informação, utilizado também o que de melhor se produz cá.

Muitos de nós, e infelizmente formadores e professores, exactamente aqueles que são responsáveis pela educação dos nossos filhos, não sabem, ou não se preocupam em conhecer outras soluções. Talvez, se colocar-mos a questão de outra forma, consegue-se chegar ao cerne da questão. Será que algum de nós tem a ideia de quanto o nosso governo gastou em licenças de software (basta que multiplique cada computador por mais ou menos 300€/400€) nas nossas escolas?  Todo esse dinheiro podia ser investido em empresas Portuguesas, ou em Formadores e Professores Portugueses, ao invés de o ter desperdiçado em empresas americanas.

Muito destas opções devem-se ao enorme lobbie, há muita falta de informação, quer nossa, quer dos (supostos) técnicos de informática, quer dos nossos governantes, face aos prós e aos contras em optar por software livre ou por software proprietário.

Pela Europa tem-se registado uma mudança drástica, os governos, que têm de obedecer a fortes reduções de custos, estão agora abertos à discussão e a migrar para software livre em muitas das suas plataformas e soluções. Resultado, a Comissão europeia acaba de informar que a estrutura militar Francesa acaba de poupar milhões de euros na adopção de software livre, quer em plataformas, quer em sistemas operativos e software (cerca de 15.000 licenças). Este é apenas um exemplo, mas em quase todos os países da União Europeia têm-se registado migrações e poupanças de milhões de euros.
Felizmente a AMA (Agência para a Modernização Administrativa) tem vindo a desenvolver várias iniciativas, e a propor alterações que são muito bem vindas, mas ainda há muito trabalho a fazer.

Existem quatro questões principais que impedem a adopção, ou mesmo o conhecimento para a total migração que ainda não foi efectiva em Portugal.

Migração
Portugal, mais concretamente o Ministério da Educação, continuou a dar um tiro no pé com todo o plano tecnológico. Em primeiro lugar foi incorrecta a metodologia de adopção e implementação de software livre nas escolas. Se temos dois sistemas operativos à escolha, será óbvio que a utilização recairá sobre aquela que melhor se conhece.
A abordagem devia ter sido diferente, a habituação deveria ter sido feita em Microsoft Windows com todas as ferramentas livres disponíveis. Depois do aluno e do professor estar habituado ao novo software, a migração seria transparente e única coisa que mudava seria o sistema operativo.
O Magalhães foi outro tiro, desta vez no pé esquerdo. O nosso Magalhães é um portátil desenhado (na sua origem) para correr coisas leves, como sistemas operativos livres. Colocar-lhe Microsoft Windows foi como fazer furinhos pequenos à Nau de Fernando de Magalhães e lança-lo ao mar.

Suporte
Ainda existe uma nuvem negra no nosso país sobre o suporte ao software livre. Nada poderia estar mais errado. Existem enumeras empresas Portuguesas a dar suporte e mesmo a produzir software livre. As nossas melhores universidades (Évora, Coimbra, Aveiro, Porto, etc.) estão a desenvolver muito software livre. Para além disso, a manutenção e o suporte acaba por ser muito mais rápido e eficaz num sistema operativo ou num programa que se pode ver por dentro, do que num que não se pode.

Segurança
Quem pensa que software livre não é seguro, é porque foi muito mal informado, ou nunca experimentou.
Qualquer um que tenha experimentado e migrado, as mudanças radicais são visíveis, primeiro, apenas quem tem password pode alterar o que quer que seja, segundo, acabou-se o pesadelo de vírus e derivados. Só isto faz com que a maior parte dos utilizadores se sintam mais seguros e descansados face a outras opções.

Liberdade nos Documentos
Hoje em dia, com a evolução dos softwares e da consciencialização das empresas, questiona-se até que ponto a utilização de ferramentas proprietárias permitem uma liberdade tecnológica aos seus utilizadores (isto é, a liberdade de poder permutar de software sem a perca da sua integridade), e a interoperabilidade dos seus sistemas informáticos com os dos seus parceiros profissionais ou pessoais.
Deste a adopção por parte da União Europeia ao Open Document Format, que se veio a tornar o ISO/IEC 26300 para a definição de documentos, as entidades e os governos estão “obrigados” a disponibilizar a sua documentação em formatos livres e abertos. Na prática isto permite que ninguém tenha que pagar por software para produzir os seus documentos, e ao mesmo tempo, que todos o possam consultar e partilhar, num ambiente de interoperabilidade.

É importante que toda a sociedade tenha a noção que existem outras opções, permitindo a todos reduzir custos nas licenças onerosas, e nem por isso é assim tão difícil a evolução e adaptação ás ferramentas de software livre.
Por quanto tempo mais vai deixar que os seus impostos sejam esbanjados em ferramentas para as quais existem outras opções, quase sem custos, para si e para a sua empresa? É hoje que vai mudar?

Recursos

Segundo o meu colega Jorge Cabral, passo a citar “A DGRHE mudou para software livre a sua plataforma de gestão de recursos humanos ( https://sigrhe.dgrhe.min-edu.pt/ ). Utiliza agora o OpenERP que utiliza como servidor de base de dados o PostgreSQL (livre/gratuito) e é escrito em Python (livre/gratuito). Um bom sinal.”

Desde que fiz este post, só tem aparecido boas notícias.

Reverter o novo acordo ortográfico no M$ Office

Como sabem a “nossa amiga” Microsoft (o exemplo máximo das liberdades de escolha) impôs nas suas últimas actualizações o novo acordo ortográfico. Para quem como eu prefere a utilização do antigo acordo ortográfico (até porque o nosso governo voltou atrás e não vai ser obrigatório, pelo menos para já), deixo uma série de passos que vos permite reverter ao antigo, no MS Office 2007.

Supostamente, ao activar ambos, seria suposto alterar por menu depois o acordo ortográfico a utilizar, mas no meu Office isso não aconteceu. De qualquer das formas, deixo os passos.

  • Abrir o Word > Botão do Office (no canto superior esquerdo) > “Word Options/Opções do Word” > “Proofing/Verificação” (terceira escolha à esquerda) > Em “Modos de Português de Portugal” escolher “pré-acordo” > OK

Pidgin, o pombo rápido!

pidgin

pidgin

Já tenho falado várias vezes do pidgin pelas redes sociais, mas nunca tive tempo para me debruçar sobre ele aqui no meu blog. Como todos sabem, privilegio a integração e gosto de estar constantemente ligado. Por essa razão tenho adquirido sempre telemóveis que me permitem fazer tudo (ou quase tudo) desde a n-gage. Não gosto de ser um “burro de carga” como certas pessoas que trazem consigo telemóvel+mp3+gps+rádio etc por aí a diante.

Nesta linha, e com as exigências de mudar para software livre, optei pela escolha do pidgin que integra quase todas as formas de comunicação possíveis de mensageiro e chat existentes. Ainda há quem goste de usar o Live Messenger e serem infectadas com vírus, de ter google talk e o icq instalado, e só falam no facebook quando lá estão. Depois quando reinstalam quaisquer dos sistemas operativos, lá tem de configurar tudo de novo.

Há 3 anos que tudo isto para mim acabou, tenho um só programa, seguro, e até me esqueço por que rede estou a conversar, importa sim, estar contactável e resolver as coisas em tempo real, especialmente quando o trabalho assim o exige.

De momento tenho todas as minhas contas activas e configuradas no pidgin, graças também à escolha das empresas por cada vez mais optarem por protocolos standars e abertos.

  • Google Talk
  • IRC
  • ICQ
  • Facebook
  • Windows Live Messeger (2 contas, via msn-pecan)
  • Ovi (da Nokia)
  • Nimbuzz (uso-o no symbian e no android, cuidado, activa todas as contas configuradas no nimbuzz)
  • Skype (requer à mesma o skype)
  • Xfire (não tenho, mas é para quem é jogador)

Portanto meus caros, só fica “desligado” quem quer. A configuração é tão simples que até chateia, e para fazer copias de segurança de tudo, incluindo de todos os chats, é só copiar a pasta “.purple” que se encontra na pasta:

  • Windows Vista/7
    • C:\Users\[nome de utilizador]\AppData\Roaming\.purple
  • Windows XP
    • C:\Documents and Settings\[nome de utilizador\Application Data\.purple
  • Unix
    • /home/[nome de utilizador]/.purple/

E colar, nos respectivos sítios é claro, em qualquer dos sistemas operativos, funciona sempre.

Agora devem estar a perguntar, e como é que se configuram as contas? Ora muito bem, para o Facebook ainda utilizo um plugin que deixei lá em cima (e aqui) a ligação. Para o Windows Live Messeger, por causa dos grupos, estou a usar outro plugin, o msn-pecan, e o skype4pidgin para Skype. Mais plugins com diversas funcionalidades estão disponíveis.

Para configurar as restantes contas, deixo aqui alguns print screens elucidativos.

configurar wlm

Configurar WLM no pigin

configurar ovi

Configurar ovi no pidgin

configurar nimbuzz

Configurar nimbuzz no pidgin

configuar facebook via jabber

Configurar facebook via jabber no pidgin

configurar facebook (plugin)

Configurar facebook via plugin

irc no pidgin

Configurar IRC no pidgin

PS: De vez em quando, e porque não é um software nativo para sistemas Micro$oft, o pombo morre, ou tem tendência a suicidar-se. Basta correr novamente e ele renasce :D !

Sincronizar Nokia com Google Calendar

Como já devem de ter reparado, ando sempre à batatada com alguma coisa à volta dos Nokia’s. A minha última aventura foi ter perdido as mensagens todas porque o ficheiro de indexação do 5800XM ficou corrompido e a Nokia não tem solução para tal. Como agora abriu o SO do S60, pode ser que alguém se de ao trabalho de criar uma solução para recuperar o index file. Até lá, tenho que as vasculhar em ficheiros de texto (sim, porque sei onde ele as guarda).

OviMas não é isto que me trás aqui hoje, mas sim as “não soluções” que a Nokia me tem apresentado contra as soluções que a Google tem desenvolvido. Sem dúvida que a evolução da plataforma Ovi tem trazido muita coisa que faltava a Nokia, desde possibilidade de copias de segurança de contactos, uma app Store, Maps, Mail, entre outras coisas mais.

No entanto, para quem usa algum software livre associado à Google como eu, não tem muitas soluções, e as que existem são sim para Microsoft Outlook e Windows Mail.

O meu objectivo então é uma solução que vá de encontro à sincronização do calendário que tenho alojado no Google Calendar e que acedo pelo Thunderbird através do Lightning. Portanto, quaisquer uma destas soluções seriam boas:

  • Sincronizar o calendário entre Ovi/Nokia PC Suite e o Thunderbird – a Nokia não tem nem vai ter para já suporte
  • Sincronizar entre Ovi e o Google Calendar – igual resposta
  • Sincronizar entre o Telemóvel e o Google Calendar

Google SyncDepois de alguma pesquisa e pedido de apoio, quem me acabou por resolver o problema foi a Google através do Google Sync. Basta seguir os passos que estão descritos no sítio e como o meu telemóvel tem Wi-Fi, escuso de gastar dinheiro a sincronizar.

Testado, e tanto sincroniza bem para um lado (do telemóvel para o google), como para o outro (do google para o telemóvel). Só tive de apagar algumas entradas que acabam por se repetir, como as datas de nascimento, mas acabei por transportar tudo desde 2005!.

Obrigado, Google mais uma vez!

Thunderbird+Lightning+Google CalDav

google calendarPara quem como eu usa a suite Mozilla, mais concretamente o Thunderbird e usava Lightning mais o Provider for Google Calendar para ter o calendário do google em casa, ou ainda anda a procura de ter uma solução próxima ao M$ Outlook, tem uma nova opção, melhor e mais rápida, disponibilizada há pouco tempo pelo Google em CalDav.

CalDAV não é mais do que uma implementação especifica para calendários de WebDAV e que permite a gestão de ficheiros para além do acesso concorrencial a um espaço partilhado na “nuvem” (LOL, isto é, em servidores web).

Muito bem, e como é que podem configurar agora o vosso Thunderbird para CalDAV, em vez do “obsoleto” e lento processo por acesso por http/s?

Simples, já com o Lightning instalado, fazer o processo normal para criar um novo calendário, ou seja:

  • clicar no calendariozito cá em baixo (em thunderbird 2) ou lá em cima (no 3)
  • na àrea dos Calendários, botão direito do rato >
  • “Novo Calendário” >
  • Na Rede >
  • CalDAV

Agora precisam de saber o ID do calendário que pretendem adicionar, deverão ir ao vosso

  • gcalendar >
  • Definições >
  • Calendários >
  • (clicar em cima do nome do calendário pretendido) > e cá em baixo, no “Endereço do calendário”, à frente dos ícones das ligações XML, ICAL e HTML diz ” (ID do calendário: [ovossoe-mail]@gmail.com)” ou ainda (ID do calendário:[letrasenumeros]@group.calendar.google.com).

Deverão pegar neste ID e cola-lo dentro do seguite URL:

https://www.google.com/calendar/dav/[ovossoe-mail]@gmail.com/events

ou

https://www.google.com/calendar/dav/[letrasenumeros]@group.calendar.google.com/events

Assim que tiverem o URL correcto, voltar à configuração do calendário do Thunderbird e colar este URL na

  • “Localização:” do CalDAV >
  • Seguinte >
  • dar um nome e configurar a vosso gosto
  • e no fim, colocar as vossas credenciais (e-mail e password) google quando vos for pedido.

Bons agendamentos.

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