Shift (Dia 2)

No segundo dia, após ter “dormido bem depressa”, dirigi-me ao anfiteatro do Sapo onde esperamos pelo Carlos Zorrinho que afinal não compareceu (estes políticos), mas veio o seu substituto, que apresentou não só o plano tecnológico para Portugal, como também os seus resultados, devo concordar que até ao momento muito foi feito, em parte bem feito, mas concordo também que se deveria ter apostado mais em opensource. Afinal, os nossos estudantes de Coimbra a Évora produzem milhares de linhas de código por ano com projectos interessantes e os quais depois ficam nas prateleiras das universidades. O facto de se apostar em mão de obra qualificada Portuguesa dignifica-nos e ainda mantemos o dinheiro cá dentro e não financiamos Companhias Monopolistas do outro lado do Oceano Atlântico.

António Câmara da ydreams mostrou que afinal em Portugal se fazem coisas espectaculares, a realidade virtual nunca esteve tão perto e fiquei admirado com as formas de interacção entre o ser humano e a computação que já existem, produzidas por portugueses e em Portugal.

Celso Martinho mostrou como se podem desenvolver sobre stress, apresentando um caso prático à mistura com um pouco da história do sapo, já agora aproveito para dizer que os meus melhores trabalhos e melhores notas foram feitas sobre stress por incrível que possa parecer, esta apresentação teve todo o sentido para mim

Martin Röell apresentou um bom discurso sobre a forma como devemos interagir num mundo digital, relacionando-o com o mundo real, uma separação necessária para que reajamos com lógica e não com emoção, respectivamente a cada mundo, diferente por si só.

Stowe Boyd teve uma apresentação engraçada pois mostrou quase uma reflexão sobre o modo de comunicação através da internet ao longo dos tempos, é impressionante como os mensageiros tomaram conta e quase substituíram por completo o e-mail. Repare-se como neste momento, se estamos á frente de um pc, muitos de nos vemos primeiro se com quem queremos falar está online na nossa lista de contactos e só depois lhe enviamos o correio electrónico, caso esteja offline.

Suw Charman defende “com unhas e dentes” a abertura e a liberdade digital e mostra tal como eu (na apresentação do Cartão do Cidadão) a preocupação com os dados que os governos guardam sobre nós. Na continuação disto Dannie Jost falanos sobre as Patentes e a forma como elas funcionam quer na Europa, quer nos EUA.

O Sapo apresentou uma quantidade de soluções básicas mas engraçadas que mostram onde as pessoas clicam no portal e, todas as pesquisas efectuadas junto com o local de onde foram efectuadas.

Nos open spaces, podemos observar o Vizta, uma espécie de fliker geográfico, a ultima versão da Caixa Mágica, um melhoramento significativo do WeSpendMoney, já apresentado no Barcamp por Pedro Sousa, e eu, com mais uma vez as minhas preocupações com a plataforma do Cartão do Cidadão.

David Galipeau finalizou e muito bem, para a plateia que se aguentou desde o inicio do evento, com uma visão sócio-cultural da tecnologia, a forma como nós interagimos com ela e como ela se adapta a nós, e também como são desenvolvidas novas soluções com base nestes dois principios.

Esta foram algumas ideias que retirei sobre e do evento.

E todos ficamos á espera do ShiFT 2.0

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