adrianoafonso.net Rotating Header Image

Manual Aberto TIC e LibreOffice – O Projecto

A Internet trouxe-nos a possibilidade de podermos partilhar informação como nunca antes foi possível com outros meios. O crescimento das redes sociais e de plataformas como o Youtube e Flickr são exemplos disso.

Mas a abertura e partilha de informações, conteúdos, materiais e sobretudo de espírito chega-nos nos finais do século passado pelas mãos de Richard Stallman com um movimento que tem ganho cada vez adeptos. Os resultados deste movimento está hoje bem presente nos servidores da Internet, no software que utilizamos, nos telemóveis que usamos, etc., com o chamado software livre.

A importação destes conceitos de contributo para um bem comum, partilha de conteúdos, a possibilidade de criar de um projecto que pudesse ser acedido por todos independentemente do seu estatuto social, fez-me levar este projecto para a frente.

A génese deste projecto provém da necessidade transversal dos formadores muitas vezes serem obrigados a criar manuais para os seus módulos. Muitos formadores não dispõem do tempo livre desejado. Criar um manual de raiz implica um gasto de tempo, tempo esse que a nível pessoal entende-se que deveria ser dedicado ao próprio e à família.

A necessidade de criar um manual para um curso de TIC (apesar de ser actualmente um dos mais requisitados, até há bem pouco tempo carecia de conteúdos de qualidade e de rigor científico) levou à criação de um projecto de formação que usou como ferramenta Office o OpenOffice.org. No decorrer da construção do manual sentiu-se a necessidade (igual a muitos formadores) de procurar recursos pela Internet. Para OpenOffice.org existem alguns recursos (mesmo que em Português do Brasil), mas para TIC, são escassos, difusos e alguns, sinceramente, com alguma falta de qualidade.

O manual criado inclui então uma primeira parte que aborda a temática do software livre, uma segunda que foca os conceitos iniciais de TIC e por fim a terceira que orienta o formando/estudante na utilização da ferramenta OpenOffice.org.

A associação para a qual foi desenvolvido este projecto dispõe de poucos recursos financeiros (para licenças) e como partilha também da mesma filosofia, tornou fácil a sua implementação e a disponibilização do manual numa licença creative commons.

A utilização deste tipo de licença e a difusão por alguns meios de comunicação chamou a atenção de amigos e colegas de profissão e, quando houve a necessidade de desenvolver uma segunda versão do manual, foi-lhes pedida ajuda. Foi assim, com uma série de colaborações, que nasceu a 2ª edição do primeiro Manual Livre de TIC e OpenOffice.org, que é já um e-book com ISBN e tem o apoio da OpenOffice.org Portugal.

Enquanto marinava a sequência do projecto, a Oracle comprou a Sun Microsystems, o OpenOffice.org tornou-se uma bola de ping pong (passando agora para as mãos do projecto Apache), e a Open Document Foundation decidiu criar o LibreOffice que neste momento tem o apoio das maiores e mais importantes entidades do software livre.

Porque os nossos Professores e Formadores continuam com falta de recursos em ferramentas Office livres (para sua própria aprendizagem), porque não existe nenhum recurso actualmente de LibreOffice em Português de Portugal, porque o Ministério da Educação continua a gastar milhões (que não temos) em licenças Microsoft, porque é necessário um manual TIC com qualidade e que se possa partilhar, o objectivo é continuar o projecto, melhorá-lo e partilhá-lo com toda a comunidade lectiva e formativa.

Desta forma convida-se a comunidade formativa e docente a envolver-se neste projecto que vai ser apresentado por Adriano Afonso (mentor do projecto) na LibreOffice Conference em Paris, no dia 14 de Outubro com o título: “Portuguese IT and LibreOffice Open Manual“. Este projecto de momento conta já com o apoio da Novell Portugal, do Instituto Superior de Ciências Educativas, da Associação Ensino Livre e também do Portal Forma-te.

LibreOffice Conference Paris, France

LibreOffice ConferenceCaros amigos, como é do vosso conhecimento, no decorrer do meu percurso como formador, desenvolvi com uma equipa de colaboradores o 1º Manual Aberto de TIC e OpenOffice.org. Chegou a altura de actualizar o projecto.

Desde que a Oracle comprou a Sun, que o OpenOffice.org anda nas bocas do mundo, até que acabou por ser doado ao projecto Apache. Mas no meio muita coisa aconteceu e se perdeu, que a Open Document Foundation aproveitou e muito bem e acabou por lançar o LibreOffice, um fork do OpenOffice.org.

Este novo projecto teve a aceitação da maior parte dos nomes sonantes do software livre, e ganho a confiança de muitos utilizadores, inclusive a minha. Por essa razão, depois de discutir com algumas pessoas, amigos, profissionais, inclusive com a Associação Ensino Livre, decidi por bem portar o meu manual de OpenOffice.org para LibreOffice.

A minha intenção de ajudar muitos dos formadores/professores e empresas a mudar de ferramenta Office (e com isso o Ministério da Educação poupar milhões de euros dos nossos bolsos) está cada vez mais forte, ainda mais agora que estamos em tempo de crise.

Por essa razão decidi levar as minhas razões mais longe (ali a França), à primeira conferência de LibreOffice. O paper “Manual Aberto de TIC e LibreOffice – porque as nossas escolas precisam de opções” foi aprovado e decidi lá ir em vôo Low Cost fazer a minha apresentação.

Na sequência do meu conceito de partilha (livre), deixo-vos aqui o paper e um rascunho da apresentação para vossa critica e revisão.

E com isto quero-vos dizer que a 3ª edição do Manual Aberto de TIC e LibreOffice já está no forno. Desta vez temos uma grande equipa de formadores e professores a ajudar. Não tenho ainda um prazo para previsão de conclusão, mas posso avançar que estão a ser usados os referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações como guias para o desenvolvimento dos conteúdos, garantindo assim que o manual possa ser (bem) usado e reutilizado por grande parte dos professores e formadores de TIC.

Quem quiser ajudar é bem vindo, ainda há muito trabalho a fazer.

CISTI’2011 (6ª Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação)

CISTI logótipoEstive presente no CISTI’2011 (6ª Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação) que se realizou entre 15 e 18 de Junho de 2011, na cidade de Chaves, Portugal.

A minha presença esteve directamente relacionada ao meu short paper com o título “Do Permission ao Precision Marketing“, escrito em colaboração com a minha Orientadora e Professora Doutora Maria do Rosário Almeida.

Tanto o paper como a apresentação estão disponibilizadas quer através da AISTI, quer através do meu Scribd Scribd:

Importantes principalmente para os marketeers portugueses, estes documentos fazem parte do meu estudo da Dissertação de Mestrado em Comércio Electrónico e Internet na UAberta.

Reflexão sobre o meu Mestrado em Mestrado em Comércio Eletrónico e Internet na UAberta

Universidade AbertaDepois da conclusão do meu mestrado com 17 valores, gostaria de deixar uma reflexão rápida sobre o meu mais recente percurso académico.

Em primeiro lugar devo dizer que a aposta na formação é sempre um aposta ganha. Evoluímos com a I&D (Investigação e Desenvolvimento), quer nós próprios, quer Portugal.
A minha perspectiva, como sabem é de partilha, logo, tudo o que fiz, grande parte dele está partilhado e acessível (aqui pelo blogue e pelo meu Scribd, falta-me apenas a dissertação).

Tenho algumas críticas a algumas das cadeiras, mas no geral, já vi cadeiras de outras universidades mais desactualizadas, É sobretudo teórico e pouco prático, mas entendendo que é um passo na I&D, provavelmente até está devidamente enquadrado.

Como opinião pessoal, seria uma mais valia se tudo o que fosse produzido fosse libertado, mas isto aplica-se a todas as universidades em Portugal. Infelizmente há muitos bons projectos a ficarem nas prateleiras das universidades e nunca chegam a ver a luz do dia.
Mesmo assim considero que, de um ponto de vista abrangente, com base no meu tema e nos temas das dissertações do meus colegas, sim, é uma mais valia.

Reconheço que o ensino online é bastante mais difícil, requer muito mais de nós, portanto há que dispensar mais tempo, mais trabalho. Prefiro modelos mais b(lended)-Learning. Irá caber ao aluno a capacidade de aguentar um “afastamento” do normal de uma sala de aula  para um contexto mais assíncrono e digital, logo mais impessoal.
Aqui entra a força de vontade, e lembrar que: “Quem desiste, são os fracos.”

Apostem na Formação.

PS: Mais informação aqui e aqui.

Inquerito de Investigação de Estudo de Caso – Newsletters | Mestrado em Comércio Electrónico e Internet

Caros professores, colegas, amigos, alunos, formandos

Quero pedir-vos 5 min do vosso tempo para me ajudar a recolher o maior número de amostras para o meu estudo de caso sobre newsletters. Basta clicar nesta ligação, escolher as vossas respostas e enviar. Nada mais simples.

https://spreadsheets.google.com/embeddedform?formkey=dHBXYVJKX1hjdEhIWnpPRmQteHpNcUE6MQ

Podem também partilhar a ligação seguinte pelas diversas redes sociais.

http://bit.ly/eZMREq

A quem responder, reforço os meus sinceros agradecimentos e votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo (que bem precisamos).

Este questionário já deve a ajuda a diversas pessoas, desde a minha família, professores, amigos, formandos e alunos que me ajudaram na revisão. O meus mais sinceros agradecimentos a todos.

433791 pages viewed, 199 today
235802 visits, 133 today
FireStats icon Powered by FireStats