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Sincronizar Nokia com Google Calendar

Como já devem de ter reparado, ando sempre à batatada com alguma coisa à volta dos Nokia’s. A minha última aventura foi ter perdido as mensagens todas porque o ficheiro de indexação do 5800XM ficou corrompido e a Nokia não tem solução para tal. Como agora abriu o SO do S60, pode ser que alguém se de ao trabalho de criar uma solução para recuperar o index file. Até lá, tenho que as vasculhar em ficheiros de texto (sim, porque sei onde ele as guarda).

OviMas não é isto que me trás aqui hoje, mas sim as “não soluções” que a Nokia me tem apresentado contra as soluções que a Google tem desenvolvido. Sem dúvida que a evolução da plataforma Ovi tem trazido muita coisa que faltava a Nokia, desde possibilidade de copias de segurança de contactos, uma app Store, Maps, Mail, entre outras coisas mais.

No entanto, para quem usa algum software livre associado à Google como eu, não tem muitas soluções, e as que existem são sim para Microsoft Outlook e Windows Mail.

O meu objectivo então é uma solução que vá de encontro à sincronização do calendário que tenho alojado no Google Calendar e que acedo pelo Thunderbird através do Lightning. Portanto, quaisquer uma destas soluções seriam boas:

  • Sincronizar o calendário entre Ovi/Nokia PC Suite e o Thunderbird – a Nokia não tem nem vai ter para já suporte
  • Sincronizar entre Ovi e o Google Calendar – igual resposta
  • Sincronizar entre o Telemóvel e o Google Calendar

Google SyncDepois de alguma pesquisa e pedido de apoio, quem me acabou por resolver o problema foi a Google através do Google Sync. Basta seguir os passos que estão descritos no sítio e como o meu telemóvel tem Wi-Fi, escuso de gastar dinheiro a sincronizar.

Testado, e tanto sincroniza bem para um lado (do telemóvel para o google), como para o outro (do google para o telemóvel). Só tive de apagar algumas entradas que acabam por se repetir, como as datas de nascimento, mas acabei por transportar tudo desde 2005!.

Obrigado, Google mais uma vez!

Thunderbird+Lightning+Google CalDav

google calendarPara quem como eu usa a suite Mozilla, mais concretamente o Thunderbird e usava Lightning mais o Provider for Google Calendar para ter o calendário do google em casa, ou ainda anda a procura de ter uma solução próxima ao M$ Outlook, tem uma nova opção, melhor e mais rápida, disponibilizada há pouco tempo pelo Google em CalDav.

CalDAV não é mais do que uma implementação especifica para calendários de WebDAV e que permite a gestão de ficheiros para além do acesso concorrencial a um espaço partilhado na “nuvem” (LOL, isto é, em servidores web).

Muito bem, e como é que podem configurar agora o vosso Thunderbird para CalDAV, em vez do “obsoleto” e lento processo por acesso por http/s?

Simples, já com o Lightning instalado, fazer o processo normal para criar um novo calendário, ou seja:

  • clicar no calendariozito cá em baixo (em thunderbird 2) ou lá em cima (no 3)
  • na àrea dos Calendários, botão direito do rato >
  • “Novo Calendário” >
  • Na Rede >
  • CalDAV

Agora precisam de saber o ID do calendário que pretendem adicionar, deverão ir ao vosso

  • gcalendar >
  • Definições >
  • Calendários >
  • (clicar em cima do nome do calendário pretendido) > e cá em baixo, no “Endereço do calendário”, à frente dos ícones das ligações XML, ICAL e HTML diz ” (ID do calendário: [ovossoe-mail]@gmail.com)” ou ainda (ID do calendário:[letrasenumeros]@group.calendar.google.com).

Deverão pegar neste ID e cola-lo dentro do seguite URL:

https://www.google.com/calendar/dav/[ovossoe-mail]@gmail.com/events

ou

https://www.google.com/calendar/dav/[letrasenumeros]@group.calendar.google.com/events

Assim que tiverem o URL correcto, voltar à configuração do calendário do Thunderbird e colar este URL na

  • “Localização:” do CalDAV >
  • Seguinte >
  • dar um nome e configurar a vosso gosto
  • e no fim, colocar as vossas credenciais (e-mail e password) google quando vos for pedido.

Bons agendamentos.

Conversa sobre software livre na Escola Secundária Raul Proença

ensino livre - eu apoioA convite da professora Maria da Conceição Pereira estive ontem de visita à Escola Secundária Raul Proença com o José David em mais uma conversa sobre o que é o software livre e porque é que este deveria adoptado pelo ensino em Portugal no seu geral, e pelas escolas em particular.

A adesão foi muito boa, a discussão pertinente e desde a minha primeira conversa na minha antiga escola, nota-se que os jovens tem mais conhecimento e criado mais laços com o software livre, e até um dos alunos estava a colaborar dentro do projecto mozilla.

De facto estou contente ,e pelo menos vejo que quer alunos e quer os professores estão alertas, e têm feito algum trabalho para que as coisas não fiquem apenas pelas intenções.

Deixo aqui a ligação para a apresentação (actualizada já desde as ultimas conversas) e para alguns conteudos abordados e do Guia de Software Livre para Escolas, Alunos e Professores – Edição revista e aumentada v1.1 do  ensino livre:

PS: Este é um post que sem dúvida faço com gosto!

Manual TIC/OpenOffice v1

Creative Commons Learn

Creative Commons Learn

Depois de um ano, continuo a dar formação para a ANJAF onde pude evoluir, melhorar e enriquecer a partir de experiências que me fizeram crescer imenso, quer pessoalmente, quer profissionalmente.

A aposta da ANJAF na formação em software livre tem sido uma aposta ganha, com apoio incontestado por parte de outras entidades e aceitação plena por parte dos formandos.

open office logoDurante estas formações em que se contam duas de “Empreendedorismo”, uma de  “Reintegração” e outra de “Ensino e Formação a Adultos”, tenho desenvolvido e melhorado o manual de TIC/OpenOffice que hoje passarei a disponibilizar a primeira versão.

Por enquanto vou apenas disponibilizar em formato PDF, mas que obviamente pode e deve ser copiado e distribuído por todos. No manual encontram as respectivas ligações aos originais e a respectiva bibliografia, aos quais deixo os meus sinceros agradecimentos.

Manual TIC/OpenOffice

PS: Para os mais técnicos e defensores do SL, sim, o manual foi originalmente criado em Microsoft Office, situação que pretendo resolver na próxima revisão e que são questões tecnicas que ainda não pode ultrapassar.

Portugal+Microsoft=Espionagem GostNet

Anti-Microsoft

Anti-Microsoft

Este é um post que sem dúvida já ando para escrever há muito tempo. Este é também um post de agradecimento aos nossos políticos dos últimos mandatos por terem “vendido” a sua alma (e a nossa, é claro) a gigantes monopolistas em vez de terem dado ouvidos ao povo, aos profissionais da informática e aos especialistas de segurança portugueses dignos desse nome, os quais respeito e apoio, por estarem entre os melhores ao nível mundial.

Por favor percam um pouco da vossa vida singular a ler o relatório lançado pela Trusted Tecnologies, que embora o acho simples, elementar e reduzido, ilustra muito bem o panorama actual, não só dos sistemas informáticos dos organismos do nosso Estado, como também, não se esqueçam, provavelmente da empresa onde trabalham.

A aposta da “GostNet” em ataques maioritariamente às tecnologias na empresa de Redmond, é, claro está, a insegurança a si aliada, e tantas vezes discutida. Para ajudar, à boa moda portuguesa, a segurança é assegurada pelo “filho do tio que até sabe umas coisas de computadores lá da empresa”. Quanto aos profissionais e responsáveis pela  informática do Estado, não discuto, mas ou se aplica a mesma regra, ou adormeceram durante muito tempo, tempo demais até.

Viva o Magalhães

Viva o Magalhães

Como é que isto aconteceu?

  • Ora bem, questionem primeiro o que é que o senhor Steve Balmer veio cá fazer a 3 de Outubro de 2008, notícia que podem ver no jornal Sol.
  • Depois podem perguntar também aos nosso governantes como é que conseguimos gastar mais em licenças Microsoft que em ambulâncias, vasta comprovar aqui (já vos fiz a pesquisa e tudo)!
  • Podem também perguntar, como é que um portátil minúsculo chamado de Magalhães desenhado para trabalhar com sistemas operativos simples e básicos, ganha a instalação de um sistema operativo que é lento, cheio de vírus e spyware, e que coloca metade das crianças deste país a braços com problemas que nem eles nem os professores sabem resolver? (sim, esquecem-se que os professores não são técnicos de informática). Já agora, Hugo Chaves que adquiriu o nosso portátil Magalhães descarta completamente Microsoft e instala o seu próprio sistema operativo Linux desenvolvido na Venezuela. E nós, que temos Linux Caixa Magica? Está instalado mas não os vejo a usar…
  • Poucas notícias tenho ouvido sobre o Linius, projecto desenvolvido em Portugal que supostamente iria dotar o Ministério da Justiça com sistemas baseados em ambiente Unix e formatos de documentos normalizados. A última notícia é de 2006 assim como a sua última distribuição.
  • Não seguimos, de todo, a tendências europeias de migração para ambientes de software livre e formatos standard, como tão bem defende o meu amigo e deputado Bruno Dias junto com a sua equipa no Software Livre no Parlamento (cuidado, é um DOC :-) ), o qual recebeu e com todo o mérito um dos  prémios ESOP.

Para voz dar um bom exemplo do que está a acontecer, o estado de  Massachusets e a Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Malásia, Holanda, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela aderiram ao ODF que já aqui referi varias vezes no meu blog. Além disso, aderiram ao ODF dois departamentos espanhóis, dois na Índia, um na Argentina, um na China e o Estado do Paraná.

Vamos continuar? Ou vamos mudar de uma vez por todas?

Eu já comecei….

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